EXPECTATIVAS DE CRESCIMENTO, MAS NÃO REALIDADE NO MERCADO IMOBILIÁRIO


Apesar das expectativas de que o ano de 2018 será melhor para o mercado imobiliário, principalmente para Caixa Econômica Federal isso ainda não virou realidade. Segundo dados divulgados pela própria instituição bancária, a concessão de financiamentos vinculados a FGTS caiu 31,7% se comparado ao volume de empréstimos realizados no mesmo período do ano passado. Vários fatores influenciam diretamente nesse tipo de relação e vão muito além do esfriamento do mercado.

O financiamento habitacional é um contrato que segue o mutuário por um longo período, chegando até 35 anos. Para se ter condição de honrar com esse tipo de contrato, o mutuário deve ter em mente que sua condição financeira deve ser estável, passando, obrigatoriamente, por um emprego estável.

No entanto, com a crescente taxa de desemprego enfrentada nos últimos anos,  se observa que a mentalidade do cidadão tende a mudar, pois não pode mais se programar para assumir uma dívida a prazo tão longo. Hoje nos tipos de financiamentos, os imóveis são tomados facilmente pelos agentes financeiros, e inclusive pode haver cobrança de saldo remanescente, ou seja, o mutuários com 3 prestações vencidas pode ter o seu imóvel tomado e adjudicado. Essa somatória de fatores – ausência de estabilidade de emprego e possibilidade prejuízo – acabam criando uma educação financeira forçada no cidadão.

CAIXA REDUZ JUROS DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO




O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Gilberto Occhi, disse ontem que o banco vai anunciar redução da taxa de juros de financiamento imobiliário com recursos da poupança. Ele afirmou que o Conselho da Caixa está estudando a movimentação de mercado e deve alinhar suas taxas. O anúncio dos índices deverá ser feito no máximo na semana que vem.


“O que percebemos é que na medida que alguns bancos privados anunciaram redução em suas taxas, atraíram demanda no mercado”, observou Occhi. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a Caixa Econômica Federal perdeu a liderança no financiamento imobiliário nas linhas de crédito com recursos da poupança e foi ultrapassada por concorrentes pelo terceiro mês consecutivo.
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